sábado, 31 de julho de 2010

Não entenda, ame.


Nós somos seres engraçados. Tentamos entender tudo, todas as coisas tem que ter um porque. Acho que isso é que contribuem para tantos desentendimentos entre um ser humano e outro. Como não é possível compreender algo, a tendência é rejeita-la, pois sempre iremos pesar o lado negativo. Uma coisa diferente e muitas vezes inexplicável, para certas pessoas é considerada ruim ou inexistente, Essa é uma das explicações do atéismos, pois nossos queridos irmão ateus(não estou ironizando) sentem uma necessidade maior de ter a explicação concreta de tudo, precisam ver para crer, se posso traduzir todo essa forma de pensar em uma frase curta e grossa. Mesmo assim não entendo a descrença deles, por que diante de tantos milagres, de toda história escrita e documentada sobre Jesus Cristo e outras coisas mais, eles ainda alegam que isso não passa de mito, e falam que não estavam lá para comprovar. Então se partissimos desse princípio, poderia afirmar que filhotes de pombos não existem, já que nunca os vi! Ou que a Austrália não existe, por que apesar de muitas pessoas terem ido lá, tirado fotos, falado sobre suas experiências, EU nunca fui, logo não existe!
Na verdade eu estou me afastando um pouco do tema desse post, eu queria falar das relações entre os seres humanos, e não entre mortal e divindade. Voltemos para o ponto de partida. Criamos várias formar de tentar entender o outro (a sociologia é o melhor exemplo), mas muitas vezes esquecemos de ama-lo. Quando digo amar, não é o amor que você sente por seu pai, ou sua mãe, as pessoas tem mania de achar que amor é só quando há vínculos fortes com a pessoa. Para mim não é apenas isso, o amor é quando você não faz mal uma pessoa, é quando você permite que ela tenha os mesmos direitos que você, é quando você pratica os atos de justiça e caridade sem olhar a quem. E muitas vezes deixamos de fazer isso por que preferimos entender o que é o outro e não simplesmente demostrar o nosso amor e compaixão. A capacidade humana de fazer o mal é impressionante, mas a bondade e o amor de nossa espécie é infinitamente superior. Enquanto eu me entristeço ao saber que meninas são utilizadas como escravas sexuais, antes mesmo de estarem na idade adulta, ainda fico alegre quando sei que alguém arriscou a própria vida para salvar o seu semelhante, ou arrependeu-se profundamente de algo que fez de ruim para alguém. São por esses atos de bondade que temos que ter esperança de um mundo melhor, pois eles nos lembram que ainda existem coisas boas dentro de nós, só precisamos deixa-las aflorarem. Não vamos tentar catalogar o outro em algum tipo de estereótipo pré definido, vamos tentar ama-lo, por que cada minuto que perdemos em tentar compreender o porque de tudo, é um minuto a menos que demonstramos o carinho e a compaixão. Não digo que o estudo do outro deve ser totalmente abandonado, quando digo que é para parar de entender o nosso irmão diferente, é parar de tentar encaixa-lo nos nossos moldes, no que nós julgamos que é certo. É muitas vezes usar a cabeça com o coração também. Entender o por que há fome na África, isso já entendemos a muuuuuuuuito tempo, mas entender qual a solução (que na verdade já sabemos) não irá realmente solucionar, Precisamos sair um pouco da zona de conforto e ajudar. Nem que seja com um sorriso. Uma frase que eu gosto muito e que combina com esse meu post é "Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las" (Madre Tereza de Calcutá). Talvez a melhor palavra não seja realmente entender, e sim julgar :D

Bom, esse post pode parecer confuso, álias acho que é para ser assim, por que é na confusão que tentamos arrumar as coisas e por consequência refletimos.
Um beijo e até o próximo post!

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